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Movimento Holístico

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A nova consciência, nascida com a efervescência sociocultural nos anos de 1960, foi o início que conduziu à Consciência Aquariana nos anos 70; aquela conspiração sem doutrina política, e sem manifesto, detetada por Ferguson, que “não é um novo sistema religioso, político ou filosófico […] mas uma nova mentalidade a ascendência de uma surpreendente visão do mundo que reúne a vanguarda da ciência e visões dos mais antigos pensamentos registrados”. O processo de evolução através da disseminação, das redes organizacionais holísticas, em que cada membro é o centro da própria rede, sem hierarquias, tal como na física quântica bootstrap, e na metáfora da rede de Indra do Budismo Mahayana, em que cada evento, cada partícula, cada gema, é ao mesmo tempo ela mesma e todas as outras. Neste processo de propagação e maturação do novo paradigma, facilitado pela emergência da informática e o microcomputador, a Unesco detetou na noosfera planetária um sentimento de revolta e desprezo pelo antigo paradigma cartesiano-newtoniano mecanicista, com suas características altamente reducionistas, fragmentadoras e destruidoras. 

Percebendo a saturação, o esgotamento e a tendência violentadora da harmonia homem-natureza, cada vez mais agressiva desta visão de mundo, a Unesco promoveu, em março de 1986, em Veneza, o colóquio “A Ciência Face aos Confins do Conhecimento: o prólogo de nosso passado cultural”, cujo documento-síntese mundialmente conhecido como Declaração de Veneza, conclama os homens à criação de uma nova visão do mundo. O notável grupo de pensadores, cientistas, filósofos, sábios, líderes religiosos, terapeutas e artistas, reunidos em Veneza, propôs uma nova visão da humanidade, capaz de unir a ciência moderna, as filosofias, as artes culturais e medicinas tradicionais e as tradições espirituais num novo paradigma holístico. A partir deste evento que tem entre seus signatários os Prêmio Nobel de Física Abdus Salam, e de Medicina-Fisiologia Jean Dausset, o movimento holístico vem crescendo a passos largos e desenvolvendo atividades científicas, ambientais, pedagógicas, terapêuticas, culturais e artísticas voltadas para expansão e disseminação da nova visão Holística. 

Em março de 1987 o diálogo universal e transdisciplinar entre as diversas formas de saber científico, as artes, as filosofias e as tradições de sabedoria, pôde ampliar-se mais ainda, gerando uma enorme onda de harmonia e integração entre os participantes que presenciaram a emergência de uma nova consciência planetária, nascendo o lema: “O século XXI será holístico… ou não será”. 

Hoje o movimento holístico explode em todos os cantos da nossa Gaia tão sofrida e dilacerada, num processo cíclico, transcultural e natural de auto-organização de vida e consciência, integrando cada vez mais a ciência moderna às visões e pensamentos milenares, gerando uma imensa onda de consciência global que se amplia cada vez mais, sobrepondo dia a dia o cambaleante e naufragado antigo paradigma, preparando a humanidade para a Nova Era que vislumbramos com a chegada do III milénio. 

Um novo humanismo holístico:

O HOMEM HOLÍSTICO

Mas não se tratando de nós mesmos. Queremo-nos necessários, inevitáveis, ordenados desde sempre. Todas as religiões, quase todas as filosofias, inclusive uma parte da ciência, testemunham o incansável e heróico esforço da humanidade em negar desesperadamente sua própria contingência” (Monod).

A recente síntese realizada pelo físico Fritjof Capra, entre o pensamento científico ocidental e o pensamento místico oriental, revela estar a resolução desta dilacerante solidão na auto libertação do homem. Capra demonstrou a analogia existente entre a moderna física subatómica, os atuais conceitos sistémicos (holísticos) da medicina, da biologia, da psicologia e da sociologia e das tradições místicas orientais.

Tanto o método racional objetivo e experimental do homem ocidental quanto o método intuitivo, subjetivo e experiencial, das tradições orientais, são diferentes vias capazes de atingir a mesma realidade última: o Campo Unificado da Física na Ciência, o Campo Universal de Brahman no Hinduísmo, a Morada do Pai na Tradição Judaico-Cristã e Maometana, o Dhannakaya no Budismo, o Processo Orgânico do Tao no Taoismo.

As religiões orientais são muito mais filosofias e métodos desenvolvidos para se atingir a auto libertação, pela integração da mente a uma Consciência Universal, uma ordem cósmica mais ampla a que não temos acesso por meio de nossos sentidos no estado normal de vigília. Este estado alterado de consciência (“iluminação”, “samadhi”, “satori”) é alcançado através da oração, da meditação, da yoga, do Tantra, do Tai Chi Chuan, e outros métodos desenvolvidos especialmente para este fim.

É um estado mais elevado de consciência, que leva o praticante a transcender a noção de um ego (“self’) isolado, dissolvendo-se numa unidade universal, consciente da inter-relação de todas as coisas. “Não é somente um ato intelectual, mas uma experiência que envolve toda a pessoa e é religiosa em sua natureza última” (Capra).

Prof. Holístico Norberto Ribeiro

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